terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A crença e a loucura da crença.






            Deus criou o mundo.
            Criou? Tem gente que fala que não.
            Quem diz que não, acredita no big bang, nas forças cósmicas, na evolução da espécie e nos astronautas antigos.
            No que é mais fácil acreditar?
            Jesus é o próprio Deus encarnado em um homem.
            Encarnado num homem? Tem gente que fala que não.
            Quem diz que não, acredita apenas que ele seja um profeta, ou um espírito evoluído, ou que ele nem existiu. Ainda existe a teoria de que Buda, Jesus, Gandhi e tantos outros, sejam a mesma pessoa.
            No que é mais fácil acreditar?
            O problema não é acreditar no mais fácil, e sim, acreditar no que sua compreensão entender. É difícil entender um Deus que criou tudo, e que viu essa criação se perder, e que para redimir essa criação, ele mandou seu próprio filho, que na verdade em essência é Ele mesmo, para morrer sem pecado e assim justificar a todo aquele que nele crê.
            Isso é loucura!
            Mais loucura ainda é formular uma ideia onde a gente não é nada, e que dentro do nosso nada, somos totalmente dependentes de Cristo para virarmos algo! Nosso ego não deixa uma ideia dessas florescer na nossa mente. Nossa falta de humildade não nos deixa pensar assim. Na verdade, nós achamos que o homem vai evoluir tanto que um dia vai virar um deus. Afinal, nós usamos apenas 15% de nosso cérebro...
            É loucura mesmo gente.
            Eu também acho loucura o islâmico chegar ao ponto de ser um homem bomba, acho loucura um monge tibetano viver recluso no mosteiro a vida inteira, acho loucura o Haitiano ter como religião oficial o Vodu, acho loucura o hinduísmo com milhares de deuses e divindades... Eu não entendo isso! No meu entendimento cristão eu tenho certeza que estou no caminho certo, mas no entendimento desses que citei e de outros incontáveis tipos de religião, eles também tem certeza de que estão no caminho certo.
            A crença é uma loucura! Mas a crença em Jesus é a mais louca delas, e é por isso que os cristãos acreditam que é necessário que o Espírito Santo de Deus, (que na verdade também faz parte da essência Dele assim como Jesus), tem que primeiro tocar no coração do homem, para que o homem através da Bíblia e do poder dessa força do Espírito Santo, possa assim ter o discernimento de quem é Deus e da dificuldade que é seguir seus preceitos, e assim poder aceitar ou rejeitar a Jesus.
            Sei que é mesmo difícil de entender, por isso, proponho uma meditação sobre o assunto, porque eu sou cristão, me acho dono da verdade, mas como eu já disse, a verdade de cada um depende da sua capacidade de entendimento. Talvez a sua capacidade seja tão elevada que eu ainda terei que penar para chegar ao seu entendimento, mas talvez, o meu entendimento seja melhor que o seu... Pra isso somos humanos. Feitos da mesma massa, vivendo no mesmo mundo, mas professando crenças diferentes, afinal estamos em tratamento. Alguns cristãos se acham eleitos de Deus e o resto é resto, eu, já acho que Deus, através do sacrifício de Jesus Cristo, quer alcançar a todos, e salvar os que crerem. Mas apenas os que crerem... 
                Pense nisso!
           




            

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Baú de fantasias







          Ele abriu o guarda roupas, e remexeu as colchas e cobertas, até que lá no fundo encontrou o velho baú.
            Com cuidado ele colocou o baú sobre a cama e depois de pensar um pouco sobre os anos e as lembranças que aquele baú lhe traria, criou coragem e abriu.
            Dentro do baú estavam dobradas, uma em cima da outra, bem arrumadinhas, as velhas fantasias de carnaval que ele usara no passado. Cada fantasia era de uma fase de sua vida, e por isso, algumas fantasias traziam bons e engraçados momentos, mas outras, traziam pensamentos tristes, que ele queria esquecer pra sempre.
            Naqueles anos, a vida era outra, uma vida inconsequente, sem regras e sem lei. Ele vivia por viver, queria chegar ao fim de cada dia com o sentimento de que não poderia ter feito melhor... Coitado!
            Os anos se passavam e as desilusões vinham aos montes, e como se sua vida fosse uma bateria de celular, carregando além do necessário, ele acumulava essas desilusões até quase estourar, mas, como num passe de mágica, essa carga negativa era gasta em uma maratona frenética que durava cinco noites e quatro matinês!
            Cada uma daquelas fantasias dentro do baú significava um descarrego desses, cada fantasia um carnaval, onde ele se transformava no folião mais feliz do mundo!
            Pena que depois dos cinco dias o celular já estava novamente na tomada carregando sua bateria.
            O tempo passou e ele percebeu que a vida não pode ser isso. Um acúmulo de coisas ruins, gastas em parcos momentos de euforia. Ele percebeu que a vida tem que ser vivida de forma que as energias negativas, os pensamentos e desilusões, não façam ninhos em sua cabeça e nem entrem como inquilinos em seu coração.
            Ele dobrou as fantasias e as guardou novamente no baú.
            Pensou em jogar o baú fora, mas isso seria covardia com o seu passado, e por isso, apenas o guardou novamente lá no fundo do guarda roupas.
            Ele sorriu, porque caindo em si, percebeu que não precisava mais desses cinco dias de folias desenfreadas para ser feliz, e o pior, ele balançou a cabeça caçoando dele mesmo, quando lembrou que em sua trilha sonora diária não tem nenhuma marchinha de carnaval, nem pagode e nem axé! Aliás, ele detesta axé!
            “– Meu Deus, - disse consigo mesmo – como sou mais feliz hoje!”





terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Santa ignorância Batman; final






            Eu comecei um raciocínio aqui no blog a duas postagens atrás, me baseando no documentário “Decifrando heróis” do canal History, onde se mostra que os super heróis foram usados pelo governo americano ao longo da história para massificar ideias e diretrizes de conduta para a sociedade americana, e que de tabela (essa conclusão é minha), as sociedades de outros países acabaram incorporando esse mesmo pensamento, e que por isso o mundo se americanizou tanto.
            Depois eu coloquei na conversa, alguns artistas brasileiros que ficaram famosos por fazerem anti-heróis, como eles mesmos classificaram seus personagens, que através do humor, quebravam todas as regras do que hoje se chama politicamente correto.
            Nos anos 80 pelo menos 5 de cada 10 crianças e adolescentes tinham o hábito de ler histórias em quadrinhos, e hoje, infelizmente esse dado despencou. Eu conversei com um amigo dono da banca de jornais e ele me disse que quem lê hoje em dia é o cidadão de trinta e cinco anos pra frente, e que a moçada não quer mais saber de quadrinhos. Lógico que alguns gatos pingados adolescentes ainda acompanham tudo o que é lançado, colecionam, debatem, discutem, entendem, mas não tem 20 amigos reais, (não virtuais), que tem o mesmo gosto que eles. Por isso, pelo fato de ser uma criança dos anos 80, e saber da situação dos quadrinhos hoje em dia, é que optei por esse tema.
            Usei os quadrinhos para levantar a ideia de que a arte pode servir tanto para construir, como para destruir ideias e paradigmas, mas poderia falar de cinema, literatura, jornalismo, televisão, que tudo daria na mesma conclusão.
            Infelizmente nossos intelectuais se infectaram com o gramscismo, que é uma teoria elaborada pelo filósofo marxista Antônio Gramsci, onde a desconstrução da sociedade é necessária para a reforma da mesma nos moldes marxistas. Nossos políticos, principalmente do PSDB e PT, ao atingirem o poder começaram lenta e paulatinamente essa desconstrução, e um dos pilares fundamentais da sociedade que é a educação foi o mais atingido. Nossos artistas e intelectuais, (logicamente que não generalizando), embarcaram nessas ideias e influenciaram muita gente, talvez até inconscientemente trabalhando para esse caminho.
            O que eu achei engraçado aqui nessas postagens é que alguns amigos comentaram que realmente os heróis americanos influenciaram a sociedade do mundo em geral, mas não concordaram que os quadrinhos brasileiros influenciaram a sociedade daqui! Acho isso uma incoerência de pensamento ou algum tipo de bairrismo, mas isso é facilmente explicado quando a gente nota que essas pessoas agiram com o coração, e por isso enxergaram o micro e não o macro.
            Aliás, nossos maiores erros existem porque sempre enxergamos o micro, que nos é importante e pessoal, e não enxergamos o macro, que tem uma importância muito maior, mas é impessoal num primeiro momento, mas que se formos seguindo as pistas, vamos ver que somos sim indiretamente atingidos.
            Não dá dizer que a imprensa e a mídia, seja ela escrita, falada, jornalística ou artística não influenciam o cidadão comum.
            Eu acho até bonito as pessoas inocentemente lutarem para defender a ideia de que seus artistas e ídolos, escondidos atrás da palavra ARTE, se tornam seres além do bem e do mal, e por isso, incontestáveis, mas esse modo de pensar não cabe mais nos dias de hoje.
            Não se trata de caretice, e nem chatice, nem puritanismo, se trata de dialogar e olhar para o macro! Nossa arte está doente, nossa escola está doente, nossa sociedade está doente, e nós só estamos olhando para o nosso mundinho. Eu me incluo nessa.
            Um amigo que atacou ferozmente essa série de postagens, me chamou em off no facebook e me parabenizou por ter a coragem de falar contra a maioria, e disse que mesmo não concordando 100% com o que eu disse, o nosso bate papo aqui serviu para ele pensar em coisas que nem tinha se tocado. Fiquei feliz com isso, pois foi essa mesma, a ideia da postagem.
            Obrigado pelos seus comentários, afinal, à favor ou contra, nós estamos dialogando e isso é bom!





terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Santa ignorância Batman, parte 2

            





            Quem leu a última postagem, sabe que eu comecei a falar sobre os super heróis através da história e como eles foram utilizados pelo governo americano para influenciar e ditar algumas normas dentro da sociedade americana, e como que de tabela, as sociedades de outros países inclusive o Brasil, também foi influenciado por essa forma americana de pensar.
            Na década de 80, eu e quase todos os meus amigos éramos devoradores de gibis e todos os meses corríamos até a banca do seu Chico atrás das revistas do Homem Aranha, Heróis da TV, Superaventuras Marvel, Conan, Batman, Liga da Justiça, quadrinhos Disney, Capitão América, Aventura e Ficção, Hulk, e por aí vai.
            No Brasil a indústria de quadrinhos quase não existia no que se diz respeito a heróis, mas de vez em quando aparecia uma revista de algum personagem imitando o modelo americano, que infelizmente, depois de três ou quatro edições saia de circulação. Digo infelizmente, porque algumas dessas histórias e personagens, se fossem americanos, e publicados pela Marvel ou DC, certamente ganhariam o grande público, mas por aqui eles não tinham vez. Quando as editoras brasileiras investiam em histórias em quadrinhos nacionais, elas apostavam nos anti-heróis, desenhados por humoristas vindos do antigo Pasquim, que era um jornal da época mais viva da ditadura militar, e que tinha identidade esquerdista, com ideias de esquerda, humor de esquerda e ideologia de esquerda.
            Angeli, Glauco, Laerte, Spacca, Paulo e Chico Caruso, Jaguar, Luiz Gê, entre outros, tinham prestígio e por isso, as revistas Chiclete com Banana, Piratas do Tietê, Níquel Nausea, Geraldão e Circo, que eram revistas feitas por esses artistas, circularam por muito tempo e tinham muitos fãs, inclusive eu, que confesso que mesmo dialogando aqui e fazendo o advogado do diabo, ainda sou fã desses caras.
            A grande diferença entre os super heróis americanos e essas revistas, é que enquanto os heróis queriam ajudar a sociedade a lutar contra o mal, esses anti- heróis queriam anarquicamente destruir a sociedade e os valores da família, política, religião e bons costumes, sob a ideia de fazer humor pelo humor ou protestar em forma de quadrinhos, atacando o que se achava antigo, imperialista e reacionário.
            Confesso que eu achava muito divertidas essas revistas e que dei muita risada com os Skrotinhos, com Bob Cuspe, com os Piratas do Tietê, com o Geraldão e com Los três amigos. Hoje, vendo o Bob Cuspe, cuspindo na cara dos seus desafetos, vendo o Geraldão tarado pela própria mãe, drogado, andando pelado pela casa, vendo a Rebordosa bêbada vivendo de sexo e eternamente de ressaca pelada dentro de uma banheira, eu não acho mais tão legal como achava naquele tempo.
            Pra gente continuar a nossa conversa interativa eu vou fazer algumas perguntas.
            A desconstrução da nossa sociedade, onde o adolescente está alienado, as famílias estão se desmantelando e a escola não consegue mais fazer o básico, que é alfabetizar ou ensinar uma simples tabuada, tem influência desse tipo de arte?
            Se tiver influência, na sua opinião, será que o intelectual da época, (geralmente de esquerda), trabalhou conscientemente nessa desconstrução?  
            O autor de quadrinhos brasileiro, publicou anti-heróis como uma forma de retaliação ao herói americano?
             Obrigado pelos comentários na postagem anterior. Estou imaginando que com mais uma postagem no máximo duas, nós esgotamos esse pensamento, por isso, espero seus comentários pra gente ver se fecha esse raciocínio junto. Um abração!



              

sábado, 27 de janeiro de 2018

Santa Ignorância Batman






Ontem eu assisti um programa no canal History 2 chamado “Decifrando heróis.” O programa analisava a história da sociedade americana e a relação dela com os heróis da Marvel e da DC.
Na época da segunda Guerra apareceu o Capitão América e a Mulher Maravilha para salvar o mundo contra os nazistas, depois da guerra o Super Homem foi um bom moço que ajudou a educar os meninos e meninas com bons modos e costumes. Na década de 60 o Homem Aranha apareceu refletindo a sociedade jovem daquela época, com os mesmos problemas e questionamentos de um menino de 16 anos.
Para os meninos nerds e excluídos, apareceu o Hulk e o Coisa, que eram feios e excluídos, para os negros apareceu o Pantera Negra e o Falcão, e mais tarde quando o movimento negro ganhou mesmo força, apareceu o Luke Cage.
Depois da Guerra do Vietnã eles capricharam no Homem de Ferro, que tinha em Tony Stark um vendedor de armas arrependido e por aí vai.
Eu, que sempre fui fã de histórias em quadrinhos desde criança confesso que fiquei um pouco decepcionado. Eu não sabia que os heróis de certa forma serviram para manipular, ou pelo menos instituir uma forma de pensar, que era a forma que o governo queria que as pessoas pensassem. Meu Deus, como eu sou inocente.
Mas depois, nas minhas reflexões eu fiquei ainda mais chateado quando percebi que o programa era americano, falando sobre heróis americanos, e que eu como brasileiro, menino que ia na banca de jornais do seu Chico comprar gibis desses heróis, também fui manipulado e nem era a forma que o meu governo queria que eu pensasse!
Mas e hoje?
Hoje eu acho que os meninos e meninas estão pensando e agindo da forma que o nosso governo quer que ele pense. Hoje os nossos meninos chegam ao sexto ano do primeiro grau sem ser alfabetizado! Você acredita nisso? Pois é, eu também não acreditava até que uma professora me provou que trabalha com alunos de 16 e 17 anos, que estão na escola desde crianças, que não tem problemas psicológicos e que ainda não são alfabetizados!
Esse texto agora vai se desdobrar em um problema maior, e por isso, eu vou me dar ao luxo de escrevê-lo em capítulos, por isso na próxima postagem nós vamos tocar em feridas.
Pensem no que eu escrevi e comentem pra gente chegar junto a uma conclusão na próxima postagem.